27/04/2018

25 de Abril, e agora?

Tinha doze anos quando chegou a revolução em 1974. Claro que com aquela idade eu não tinha a noção da realidade politica. Mas ainda nesse ano entrei no liceu, em Lisboa, e logo ali em Belém.  É claro que era impossível ficar longe das discussões, afinal o assunto das conversas era quase sempre esse, politica.  Comunistas, socialistas e MRPP´s eram os mais activos nas discussões, e muitas vezes acabava tudo à porrada. Os anos foram passando  e Sá Carneiro acabou por ser uma das poucas figuras politicas a quem eu dava algum crédito. Infelizmente, hoje, para mim a classe politica perdeu quase toda a credibilidade. Custa-me ver um País onde grande parte dos nossos impostos vão alimentar Bancos mal geridos, que já não servem para nada mas que o Estado teima em ajudar. Custa-me pagar a electricidade cara, e saber que é cara porque é necessário oferecer  milhões de euros aos accionistas que não fazem a ponta de um corno. Custa-me ver um funcionário camarário  com poucas habilitações usufruir de um ordenado superior a um técnico superior de saúde. Custa-me ver a ganancia dos nossos deputados, que não olham a meios para ganhar mais uns "cobres". Custa-me ver nas grandes empresas, cadeiras de gestor reservadas para políticos reformados.  E até temos uma Mafia, a dos incêndios. Podia continuar coma lista, mas fico-me por aqui. Somos um dos países mais corruptos do Mundo, mas apesar de tudo o 25 de Abril valeu a pena...


4 comentários:

  1. É triste a forma como o nosso país está. Sou médica veterinária,e a maior parte dos meus colegas ganha uma miséria de ordenado e trabalham que nem uns escravos.
    Um beijinho grande*
    Vinte e Muitos

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  2. Pois, horas extraordinárias que não são pagas, redução do pagamento do trabalho nocturno, carreiras congeladas... etc. etc.
    Mas há dinheiro para alimentar os bancos.

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  3. 25 DE ABRIL SEMPRE! FASCISMO NUNCA MAIS!!
    Isto é a frase em que gostamos de acreditar. Que nos arrepia. Não vivemos logicamente o 25 de Abril, mas temos-lhe um enorme respeito. Temos respeito a todos quanto passaram pela crueldade do fascismo. Nem gostamos de brincar quando se fala em Salazar e na PIDE. Não achamos que seja um assunto com que se deva brincar. É demasiado. Demasiado. Damos demasiado valor ao que temos de bom hoje em dia, ainda que continue a haver muita coisa errada. O problema é que deixámos de acreditar. O problema é acharmos que não vale a pena mudar. O problema é achar que não mudamos o mundo. É acharmos que não fazemos a diferença. O certo é que mudando-nos a nós, sermos nós a mudança que queremos ver no mundo já é algo... E por certo já mudará o mundo de alguém. Para muitos podem ser frases feitas, mas para nós é tudo.

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  4. Boa tarde. Visitando, vendo, lendo e elogiando as suas publicações. Bonitas fotos.

    * Ouvindo o silêncio dos Areais. *
    .
    Cumprimentos Poéticos

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