24/05/2017

Férias!!!!

Na realidade são mini férias mas estava mesmo a precisar. E perguntam  vocês, o que vais fazer nestas mini férias? vais para os Algarves? para o Hawaii? para as Fiji? para a Comporta? Não! a família decidiu e está decidido. Desta vez vai ser mesmo Ericeira. As nossas frequentes visitas aquela vila provocaram o desejo de uma estadia mais demorada. O hotel está escolhido, e lá vamos nós que a viagem é um pulinho.  Entretanto darei noticias da estadia. 

21/05/2017

Um dia vem abaixo (espero que não)

A Pousada de Palmela lá em cima

05/05/2017

Casa Bernardino - Ericeira

A Ericeira continua a surpreender-me.  Um dia destes, andava eu e a família por ruas que ainda não conhecíamos, quando nos deparámos com esta loja.  Já tínhamos passado ali perto, afinal estávamos perto do Mercado Municipal.  Muito teremos de andar para  conhecer bem esta linda vila, mas não há pressa. Voltando à dita loja, que não hesitámos em visitar,  sair de lá com as mãos a abanar é pouco provável.  Até os aventais de cozinha são originais. Mas nem vale a pena estar aqui a enumerar os artigos que por lá se vendem, pois as fotos ilustram bem o que por lá podemos encontrar. A simpática senhora que nos atendeu, informou-nos assim que entrámos que aquela era a loja mais antiga da Ericeira, pode ser, mas o certo é que é das mais fascinantes. Fica na Rua 5 de Outubro,  perto do Mercado Municipal como vos tinha dito.



Post não patrocinado

28/04/2017

Guia de Arquitetura de Lisboa (1948 - 2013)

 Este é um guia útil não só para quem se interessa por arquitectura, mas também para quem como eu, não fica alheio aos pormenores, ao design e à originalidade da paisagem urbana da capital. Contempla vários períodos, são eles o  Movimento Moderno em Lisboa, a influencia do  Estado Novo, a Pós Modernidade nos anos 80 e a actualidade. Cada capitulo refere-se a uma zona de Lisboa, mostrando-nos logo no inicio fotos, mapa e texto. Depois os edifícios que integram essas zonas são apresentados numa ficha técnica. Tudo bem organizado e de fácil consulta.  Tive conhecimento desta obra durante o  passeio "Rota pelo comercio de charme". Já  adquiri um exemplar, portanto se encontrarem em Lisboa, um rapazito a olhar especado para um edifício e com um livro aberto na mão... provavelmente sou eu.

Edição bilingue (Português/Inglês). 
Autor : vários
Edição: A+A

Para terminar, sabiam que as colinas de Lisboa têm  nome? não? então eu digo. São Jorge, Santo André, São Vicente, Santa Catarina, São Roque, Chagas  e Sant´Ana.


Post não patrocionado

19/04/2017

Hoje é dia Mundial da Bicicleta

O dia Mundial de qualquer coisa  serve para  pequenas ou grandes reflexões,  organizar iniciativas muitas vezes louváveis e pouco mais. E hoje é dia Mundial da bicicleta. No meu caso a bicicleta está quase sempre presente, até porque a minha está estacionada na cozinha o que quer dizer que nos vemos todos os dias. Passeamos um ou dois dias por semana. Já houve tempos em que passava dias inteiros a pedalar, sim é verdade. Maratonas, travessias e passeios de BTT. Lindas paisagens, muitas vezes em lugares que pouca gente conhece e onde o carro não vai, e ainda bem. Inesquecíveis, os passeios de fim de semana na Serra da Arrábida, com os amigos e a  paragem para abastecimento na tasca,   a sandes de choco frito pois claro. Mas já não pratico BTT, agora  prefiro os passeios descontraídos. Coloco no alforge, a camara fotográfica, o telemóvel, uma garrafa de água e faço-me ao caminho, pedalo muitas vezes sem rota. Lamento a falta de civismo de muitos condutores e ciclistas, apesar das leis e das campanhas os acidentes são frequentes. Quando oiço alguém dizer que o lugar da bicicleta não é a estrada fico preocupado com a mentalidade tacanha de muita gente. Mas também fico indignado com a mania de muitos ciclistas (que geralmente também são condutores) não pararem nos sinais vermelhos.   Uma coisa é certa, vou continuar a andar de bicicleta, é barato e faz bem à saúde. 


10/04/2017

08/04/2017

Quarenta anos de Clash

Faz hoje quarenta anos que os Clash editaram o seu primeiro álbum, The Clash foi colocado à venda no Reino Unido  a oito de Abril de 1977. Formados em 1976, foram uma das bandas mais influentes do movimento Punk. Na sua musica encontramos mais estilos como por exemplo Reggae,Ska, Dub, Rockabilly e Funk.  O meu álbum preferido é London Calling que ainda ouço com frequência e tem uma capa linda. Mas no movimento Punk não podemos esquecer os Damned, Stranglers, Ramones, Dead Kennedys, Misfits, Per Ubu, Dead Boys, UK Subs  e muitos outros. A explosão do Punk nos anos setenta foi uma lufada de ar fresco num tempo em que o Rock sinfónico ainda imperava. Na verdade eu não me identificava com o movimento Punk, mas reconhecia a sua influencia na cultura musical. Continuo a ouvir Clash, eles têm lugar destacado na história da musica. 



07/04/2017

O meu ginásio

Ontem foi o Dia da Actividade Física, não me foi possível actualizar o blog precisamente por causa disso, muita actividade fisica,  mas hoje mostro-vos parte do meu ginásio. É  ali que faço os meus treinos e onde carrego baterias. Paddle, bicicleta e corrida, são as modalidades essenciais para eu estar em forma. A paisagem ajuda mas nem sempre é fácil como parece. Logicamente, nos dias mais agrestes, frios e ventosos o treino de Paddle é mais intensivo mas bastante proveitoso. Por fim há que resistir, mas nem sempre, aos deliciosos bolos de Alfarim. 



05/04/2017

Homem não entra!

Quando entro num blog e percebo que homem não é bem vindo, ou se publicitam encontros de bloggers sugerindo muito subtilmente que é só para elas,  faz-me lembrar aqueles grupos de velhos barrigudos a jogar às cartas e a beber uns bagaços, e claro onde mulher não entra.  Desculpem,  hoje estou rabugento... mas lúcido.

25/03/2017

Onde anda a Primavera

Apesar do vento e da chuva que teimam em não respeitar a chegada da dona Primavera, a ginjeira teima em nos mostrar o seu esplendor, e avisa-me que daqui a alguns meses posso transformar os seus frutos em deliciosa ginjinha.

14/03/2017

11/03/2017

Vivian Maier

 Inverno de 2007, John Maloof andava à procura de imagens históricas de Chicago para um livro. Adquiriu, num leilão, uma caixa com 30.000 negativos, e foi informado que a autora se chamava Vivian Maier.  Esse material tinha ido a leilão para pagar algumas dividas dela. Após a visualização dos negativos chegou à conclusão que afinal não  serviam para o seu trabalho, mas pareciam muito boas. Então decidiu procurar as pessoas que tinham adquirido os outros negativos e conseguiu comprá-los  Após digitalizá-las criou um fotoblog e uma ligação ao flickr. As reacções foram excelentes.  Mas  quem era aquela fotografa que o único rasto não passava de uma nota fúnebre publicada no Chicago Tribune  em 2009? John conseguiu descobrir e entrar em contacto com pessoas que a tinham conhecido, na realidade ela tinha sido ama delas. A profissão dela era essa, sim,  tomar conta de crianças. O que se sabe mais  dela?  nasceu em Nova Iorque, viveu cerca de cinquenta anos em Chicago. era uma mulher reservada, solitária, sem família, viajou por vários países, e quase sempre com a câmara ao pescoço. Tirou milhares de fotos que na sua maior parte não saíram dos rolos. Fotografias de rua que ilustram principalmente a sociedade americana das décadas de cinquenta e sessenta. Existe um documentário muito bom, chamado "Finding Vivian Maier", foram produzidos vários livros e não faltaram exposições.  Felizmente consegui uma cópia  desse documentário.  A fama chegou já após a sua morte, mas afinal fama foi coisa que ela nunca procurou. Poderia ter sido uma fotografa famosa em vida, mas por alguma razão preferiu não mostrar o seu maravilhoso trabalho.












08/03/2017

Feliz Dia da Mulher

Maratona de Boston 1967, apenas os homens podiam participar,  Kathrine Switzer desafiou a regra, e alinhou na partida. Tinha-se inscrito discretamente  com o nome KV Switzer.  Durante a corrida foi perseguida por um dos directores  que a tentou deitar ao chão, apenas por ser mulher. Foi ajudada por outros corredores e terminou a prova. Graças a ela e a outras, a Maratona hoje também é para mulheres. Hoje já não devia haver razão para lutar, mas mentalidades atrasadas e dementes ainda persistem. Há quem seja a favor e quem seja contra este dia da Mulher, compreendo os vários pontos de vista, mas que este dia seja todos os dias.

04/03/2017

É exigente e já pensa que é gente


Estar longos minutos parado a olhar para a lareira apagada à espera que alguém a acenda pode ser considerado normal, e se for numa noite fria ainda mais normal é.  Mas quando é a gata cá de casa a fazê-lo e me procura com os olhos... já começo a pensar que está uma especialista em reivindicações. 
Nesta foto já lhe tinha feito a vontade

28/02/2017

Longe do Carnaval

Enquanto muitos ainda dormem e recuperam da noite anterior, aproveitei a manhã para uma longa caminhada e experimentar uma nova lente.




Olympus E PL6 - lente M. Zuiko 1-50mm f3.5-6.3 EZ

25/02/2017

Do Rock Rendez Vouz ao Bairro Alto



Raramente compro a revista Blitz. Quando saía para as bancas em formato jornal, aí sim não falhava um. Mas esta edição oferece o CD Ama Romanta 1986-1990 Uma Historia Divergente  e claro já cá canta. Já ouvi aquelas musicas milhentas vezes, mas este CD é para mim um tesouro. Era a chamada Musica Moderna Portuguesa, estávamos nos anos 80. Ouvia Pop Dell arte, Ocaso Épico, Mler Ife Dada, Essa Entente, Anamar, Telectu, Radio Macau, Croix Sainte, Sétima Legião, Herois do Mar, António Variações, Crise Total,  Sitiados, Linha Geral, Rongwrong, Ena Pá 2000, M´as Foice, Requiem pelos Vivos, K4 Quadrado Azul e outros.
 E a pouco e pouco dou por mim a relembrar aqueles tempos... lembro Madredeus, e o emotivo concerto na Aula Magna em 1987. E o Rock Rendez Vouz, sala mítica de Lisboa onde os Xutos e Pontapés deram os primeiros concertos. As actuações memoráveis dos Killing Joke, Mão Morta, Pop Dell arte, Mler Ife Dada Essa Entente...  e era normal enquanto bebíamos uma cerveja ao balcão estarmos em amena cavaqueira com os músicos que lá tocavam. Os concursos do Rock Rendez Vouz davam-nos a conhecer a excelente musica que se fazia em Portugal.   E o Bairro Alto... lembro-me dos Três Pastorinhos, do Nova, do Sudoeste, do mítico Frágil, cuja porta era autoritariamente controlada por Margarida Martins, felizmente ela simpatizava com o nosso pequeno grupo e  deixava-nos sempre entrar. Margarida Martins que mais tarde fundou a associação Abraço e hoje é Presidente da Junta de Freguesia de Arroios.  O Incógnito, na Rua Poiares de São Bento, também era ponto de paragem, sempre boa musica no gira-discos. O Arroz Doce, onde se bebia a mistela mais famosa do Bairro, mas abstenho-me de dizer aqui qual o nome. E antes de regressar a casa, passagem pelo mercado da Ribeira para beber o cacau quente... Mas o Bairro Alto também tinha vida durante o dia. Os almoços no  Pap´Açorda, os hamburgers no Gráficos, o dry martini ao fim da tarde no Targus de Hernâni Miguel. E quem se lembra das Manobras de Maio? desfiles de moda, ali na Rua do Século, onde os estilistas (ou candidatos a) mostravam as suas criações,  e toda a gente podia assistir.   Naquele tempo não havia internet, mas havia a Vogue Homme e conhecíamos as criações de Yoji Yamamoto, Rei Kawakubo, Issey Miyake, Comme des Garçons, Gaultier, Missoni, Ermenegildo Zegna etc.

E pronto paro por aqui nestas recordações. Tudo tem o seu tempo, mas um dia destes passo pelo Bairro para tirar umas fotos.

Bairro Alto
Foto: Tom Sparks (Flickr)

19/02/2017

José de Almada Negreiros - uma maneira de ser moderno

Lembro-me do momento em que pela primeira vez que admirei uma obra de arte, ou seja aquele momento em começamos a ter percepção do que de belo o Homem pode fazer. O trabalho do artista que nos provoca o encanto.  Foi no dia que entrei na Gare Marítima de Alcântara, naquele tempo (anos 70) local de partida e chegada dos navios de Cruzeiro, mas também  das tropas que combatiam nas ex colónias. Os famosos painéis lá estavam. Era eu miúdo, e fiquei embasbacado a olhar para aquela maravilha. Esses painéis foram pintados a fresco por  Almada Negreiros, uma das figuras marcantes do Modernismo em Portugal. Amigo de Fernando Pessoa, foi desenhador, pintor, dramaturgo, escultor, poeta e até bailarino.

 Agora podemos ver, na Gulbenkian, até dia 5 de Junho a exposição  José de Almada Negreiros - uma maneira de ser moderno. São cerca de quatrocentas trabalhos, alguns inéditos. O curioso é que estão ali obras que eu já tinha visto algures,  mas nem me passava pela cabeça que ele era o autor. Já lá estive e deixou-vos uma pequenina amostra.