21/08/2017

Não existem praias secretas

Quantas vezes imaginamos poder estar numa praia deserta, rodeada por paisagens deslumbrantes... e depois nas redes sociais há quem jure que sim, que existem praias secretas, areais onde os humanos nunca puseram os pés. Claro que não existem praias secretas. Existem sim praias de difícil acesso.  Um exemplo é a  praia da Ribeira do Cavalo perto de Sesimbra, a tal que é secreta mas toda a gente lá vai. A paisagem é espectacular, a água transparente, mas  nadar nem sempre é seguro devido às  embarcações que se aproxima da praia e despejam gente vinda de Sesimbra. Na ultima vez que lá estive também reparei em algumas manchas de óleo na água, o que achei estranho. Costumo passar por lá durante os meus passeios de Paddle.  A praia da Ribeira do Cavalo ainda é um paraíso, vamos ver até quando...


As fotos não estão grande coisa porque foram tiradas com uma máquina bastante velhinha.

13/08/2017

Workshop Tour de Fotografia em Lisboa

Este post vem um pouco atrasado pois realizou-se no fim de semana passado, mas não podia deixar de vos relatar esta experiência. Decidi participar num workshop organizado pela Lisbon Photography Tours . Tendo como tema  "Sete Colinas"  este  workshop tem como objectivo  ensinar algumas  técnicas de fotografia enquanto passeamos em  Lisboa. Com partida da Praça da Figueira em direcção ao castelo de São Jorge, com passagem pela Mouraria e Alfama, termina na Praça do Comércio. O facto do evento ser realizado da parte da tarde permite-nos desfrutar daquela luz maravilhosa que só Lisboa tem. Estes workshops,  permitem a quem não está completamente à vontade com as configurações manuais, perceber como tirar melhor partido de uma máquina fotográfica. Saber fazer uma exposição correcta é um importante passo para uma excelente fotografia. Mas não podemos  esquecer a composição e o enquadramento. Ainda tenho muito que aprender, mas já foi um primeiro passo. Fomos um grupo de gente interessada em aprender mas também tivemos tempo para trocar ideias. 
  À frente  da Lisbon Photography Tours estão  os fotógrafos profissionais Luís e a Cláudia que nos guiaram neste excelente workshop,  espero vê-los mais vezes. 



05/08/2017

Fotografia analógica II

Já há alguns meses atrás vos tinha falado sobre o meu interesse em fotografia analógica. Agora tive a a oportunidade de adquirir uma Olympus Trip 35. Este modelo foi produzido entre 1967 e 1984. Venderam-se mais de dez milhões de unidades.  É uma câmara bastante robusta, muito simples de utilizar e capaz de produzir fotos muito boas.  Em modo automático a célula de selênio que se encontra na lente encarrega-se de escolher a velocidade e a abertura adequadas à situação. Apenas temos de seleccionar o tipo de foco (três opções) e o ISO. E pasmem-se não necessita de pilhas, estranho não é? pois... estamos habituados usar pilhas e baterias em tudo o que é aparelhometro. Mais uma curiosidade, este exemplar pertence à primeira geração porque o botão de disparo é prateado, na segunda geração o botão é preto.
Estas câmaras são relativamente fáceis de encontrar à venda no Ebay e em lojas  especializadas na venda de máquinas analógicas.   Também existem páginas na Internet dedicadas a esta máquina e encontrei pelo menos um grupo no Facebook.

Já utilizei um rolo, as fotos foram reveladas e digitalizadas num cd. O resultado ainda não é o melhor porque por vezes esquecia-me de seleccionar o foco ideal. Além disso utilizei um rolo de fraca qualidade. Deixo-vos aqui dois exemplos, são fotos não editadas. 


Agora já está prontinha para uma viagem até Lisboa. Desta vez com um rolo Fujicolor C200 de 36 fotografias. Quanto à Minolta X700 de que vos falei aqui, brevemente haverá novidades.

20/07/2017

Patetices

Ontem, no meu habitual percurso de autocarro e já de regresso a casa após mais um dia de trabalho, deparei-me com duas situações curiosas. Primeira situação, paragem de autocarro na Avenida Alfredo Bensaúde, uma senhora sentada e  concentrada no seu smartphone. O autocarro onde eu seguia passou, e ela ficou porque não viu o viu a aproximar.  Segunda situação, paragem de autocarro Junto ao Campus da Justiça,  várias pessoas à espera do autocarro onde eu seguia, este simplesmente não parou, porquê? porque as pessoas estavam TODAS entretidas a olhar para os respectivos smarthphones. Convém dizer que o condutor não é obrigado a parar em todas as paragens, é necessário fazer sinal de paragem. Mais uma curiosidade... eram todas pessoas adultas... e bem adultas. Ficou-me na memória o ar patético daquelas pessoas, para quem é mais importante um like no Facebook do que... regressar a casa.

10/07/2017

Não custa nada lembrar!

Os que tenho cá em casa, foram abandonados por alguém, felizmente agora têm um lar. E nesta altura do ano o abandono acontece  com mais frequência. 

08/07/2017

Fim de férias, não acaba o Mundo!

A Catarina do blog Joanofjuly escreveu um post que aborda um tema curioso... como regressar de férias sem deprimir. Já várias vezes tinha pensado neste assunto. O inevitável regresso ao trabalho depois das merecidas férias.  Facilmente chego à conclusão que sei gerir sem grandes angustias essa situação. As férias são óptimas mas e o resto do ano? tem de ser só trabalho e  stress? Não! 
 Primeiro, sigo  uma regra há muitos anos,  nunca gozar mais do que duas semanas de férias seguidas. Se gozasse um mês isso sim, o regresso seria mais complicado. 
Não menos importante, decidi há algum tempo deixar de frequentar  o ginásio o que me permite praticar actividades ao ar livre com frequência, assim  mantenho-me em forma.  Faço Paddle durante quase todo o ano. Também longas caminhadas, por exemplo, fazer a travessia da Serra da Arrábida num belo domingo de Primavera. Os passeios de bicicleta também são bastante saudáveis e até divertidos. Durante a semana não é só trabalho. Um copo com os amigos  de vez em quando sabe bem. Em casa uma receita surpresa ao jantar para impressionar a família. Uma caminhada depois de jantar. Um gin a dois e namorar.  E há sempre tempo para brincar com os meus amigos de quatro patas, tenho  três cá em casa. Nem sempre os dias nos correm bem, mas está na nossas mãos procurar a felicidade. 








25/06/2017

15º Festival Internacional de Papagaios de Alcochete

Está a decorrer este fim de semana. Demonstrações de voos sincronizados, exposições, jardins de vento, espaços para os miúdos aprenderem a fazer papagaios de papel, etc. Equipas de vários países mostram-nos as acrobacias que se conseguem fazer com os papagaios . E até à noite os podemos ver, luminosos a dançar no ar.  Já vai na décima quinta edição, este Festival. O espaço onde decorre é o ideal, é logo ali pertinho de Lisboa, e não se paga para ver. Se não já não forem a tempo, para o ano há mais, não se esqueçam. Vale mesmo a pena.









23/06/2017

Os cantoneiros

Lembro-me muito bem, das viagens que fazia com a família todos os anos às aldeias onde os meus pais nasceram. Uma coisa era certa, na estrada íamos encontrar os cantoneiros, com a sua farda cinzenta, e que frequentemente nos acenavam à nossa passagem, eram funcionários da extinta JAE (Junta Autónoma das estradas) cuja tarefa era a manutenção das estradas e a limpeza das bermas.  Provavelmente já viram as casas dos cantoneiros, eram abrigos usados por esses trabalhadores. Ainda existem algumas junto às estradas nacionais.  A JAE foi extinta  se não me engano em 1999 e nasceram três  institutos: O Instituto das Estradas de Portugal, o Instituto para a Construção Rodoviária e o Instituto para a Conservação e Exploração da Rede Rodoviária. Certamente houve muitas vagas para administradores dos tais Institutos,  mas os cantoneiros desapareceram das nossas estradas. Uma grande equipa de administradores são bem mais úteis do que aqueles funcionários que faziam a manutenção das bermas e tapavam os buracos nas estradas. Não é preciso fazer nenhum estudo nem criar uma comissão de entendidos para perceber que os cantoneiros evitaram muitos fogos, digo eu que sou do campo...

14/06/2017

Bons vizinhos

A senhora melra não precisa de ir ao Ikea, pois eu ofereço tudo para a  sua casa.



07/06/2017

Não há mais ginjas nem ginjinha

Provavelmente  são as ultimas produzidas aqui no quintal. Chegámos à conclusão que esta variedade não é a ideal para fazer ginjinha de qualidade. Ainda estamos na duvida qual será a árvore que vai dar lugar à ginjeira, que aliás, nunca se deu muito bem nesta terra. É claro que quando estava florida tinha a sua beleza, mas isso não justifica mantê-la. Possivelmente dará lugar a uma  romãzeira ou a uma ameixeira. 




02/06/2017

Ericeira - A estadia II

E pronto já de regresso a  casa. Juro que são as ultimas fotos sobre a Ericeira, pelo menos até Setembro. Mas estas tenho de as partilhar com vocês.

  Espreitar o mar
 Coxos, e não percebo como é permitido construir nestes locais
 Coxos, paraíso dos surfistas
Ribeira D´ilhas, com o Beach Market a decorrer

28/05/2017

Ericeira - A estadia I

Estas mini férias na Ericeira estão a acabar, não têm sido dias de muito calor, mas isso também não é importante. Vêm-se muitos estrangeiros por cá, penso que é maioritariamente malta do surf. Alguns restaurantes cheios, como por exemplo o Prim, o Tik-Tak, a Casa Portuguesa (ainda não foi desta que experimentei o caril de vegetais, mas aquele choco grelhado.... ui!). O Calavera, restaurante mexicano que abriu portas recentemente desiludiu-me imenso, não na qualidade da comida, mas  no comportamento ridículo do staff, o hype vai continuar, mas não sou masoquista. Na vila e arredores há muitas marisqueiras, mas é tipo de restaurante que geralmente não frequento. Para os copos o nosso preferido é a Adega Bar 1987, frequentado pelos locais e pelos turistas. Boa musica, bom ambiente e atendimento irrepreensível. E continuo adormecer ao som das ondas e acordar com o som das gaivotas...

 Casa Portuguesa
  Casa Portuguesa
 PRIM
 Calavera
Adega Bar 1987

24/05/2017

Férias!!!!

Na realidade são mini férias mas estava mesmo a precisar. E perguntam  vocês, o que vais fazer nestas mini férias? vais para os Algarves? para o Hawaii? para as Fiji? para a Comporta? Não! a família decidiu e está decidido. Desta vez vai ser mesmo Ericeira. As nossas frequentes visitas aquela vila provocaram o desejo de uma estadia mais demorada. O hotel está escolhido, e lá vamos nós que a viagem é um pulinho.  Entretanto darei noticias da estadia. 

21/05/2017

Um dia vem abaixo (espero que não)

A Pousada de Palmela lá em cima

05/05/2017

Casa Bernardino - Ericeira

A Ericeira continua a surpreender-me.  Um dia destes, andava eu e a família por ruas que ainda não conhecíamos, quando nos deparámos com esta loja.  Já tínhamos passado ali perto, afinal estávamos perto do Mercado Municipal.  Muito teremos de andar para  conhecer bem esta linda vila, mas não há pressa. Voltando à dita loja, que não hesitámos em visitar,  sair de lá com as mãos a abanar é pouco provável.  Até os aventais de cozinha são originais. Mas nem vale a pena estar aqui a enumerar os artigos que por lá se vendem, pois as fotos ilustram bem o que por lá podemos encontrar. A simpática senhora que nos atendeu, informou-nos assim que entrámos que aquela era a loja mais antiga da Ericeira, pode ser, mas o certo é que é das mais fascinantes. Fica na Rua 5 de Outubro,  perto do Mercado Municipal como vos tinha dito.



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28/04/2017

Guia de Arquitetura de Lisboa (1948 - 2013)

 Este é um guia útil não só para quem se interessa por arquitectura, mas também para quem como eu, não fica alheio aos pormenores, ao design e à originalidade da paisagem urbana da capital. Contempla vários períodos, são eles o  Movimento Moderno em Lisboa, a influencia do  Estado Novo, a Pós Modernidade nos anos 80 e a actualidade. Cada capitulo refere-se a uma zona de Lisboa, mostrando-nos logo no inicio fotos, mapa e texto. Depois os edifícios que integram essas zonas são apresentados numa ficha técnica. Tudo bem organizado e de fácil consulta.  Tive conhecimento desta obra durante o  passeio "Rota pelo comercio de charme". Já  adquiri um exemplar, portanto se encontrarem em Lisboa, um rapazito a olhar especado para um edifício e com um livro aberto na mão... provavelmente sou eu.

Edição bilingue (Português/Inglês). 
Autor : vários
Edição: A+A

Para terminar, sabiam que as colinas de Lisboa têm  nome? não? então eu digo. São Jorge, Santo André, São Vicente, Santa Catarina, São Roque, Chagas  e Sant´Ana.


Post não patrocionado